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domingo, 19 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Samuzinho recebe apoio dos pais de alunos da Escola Integral
"A ideia é agir em três frentes: como fazer uma massagem cardíaca, como pedir ajuda e como agir diante do engasgo. Além disso, o combate ao trote"
Os pais e responsáveis dos alunos dos 6º anos da Escola Integral que já haviam assinado a ficha de adesão autorizando seus filhos a participarem do Núcleo Mirim do Projeto Samuzinho, participaram de uma reunião na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da escola, com a coordenação pedagógica do Integral, a pedagoga Gisele Oltramari, e a coordenação do Samu 192 Sudoeste: a coordenadora do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar), Kelly Cristine Custódio dos Santos; a assessora de imprensa do Ciruspar – Samu 192, Daiana Pasquim; a recepcionista do Ciruspar – Samu 192, Analine Venâncio Toldo; e o coordenador médico do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gilmar Alberto Abegg.
Os pais e responsáveis dos alunos dos 6º anos da Escola Integral que já haviam assinado a ficha de adesão autorizando seus filhos a participarem do Núcleo Mirim do Projeto Samuzinho, participaram de uma reunião na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da escola, com a coordenação pedagógica do Integral, a pedagoga Gisele Oltramari, e a coordenação do Samu 192 Sudoeste: a coordenadora do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar), Kelly Cristine Custódio dos Santos; a assessora de imprensa do Ciruspar – Samu 192, Daiana Pasquim; a recepcionista do Ciruspar – Samu 192, Analine Venâncio Toldo; e o coordenador médico do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gilmar Alberto Abegg.
Além da
Escola Integral, já são parceiros do projeto Samuzinho o Rotary Club Pato
Branco Amizade e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco.
Conselho Mirim do Samuzinho
Ao todo, 14
crianças já confirmaram que farão parte do Conselho Mirim do Samuzinho. Elas
vão atuar de forma a assegurar o foco do projeto nos interesses e dúvidas
infantis e fazer a linha de frente do programa. O Samu 192 vai capacitar um
grupo de alunos de uma escola particular de Pato Branco, a Escola Integral.
Antes mesmo do início do atendimento do Samu 192 Sudoeste, o
enfermeiro-coordenador do Samu 192, Gerson Luiz Leonarski e equipe estiveram na
escola com palestras, sobre primeiros socorros. A partir desse núcleo, mais
crianças das escolas municipais podem se agregar ao conselho que tomará as
ações das linhas de frente. Exemplos onde o Samu 192 já está implantado no
Brasil dão resultados bem sucedidos engajando as escolas particulares com
públicas. Agora o Samu 192 Sudoeste replica o mesmo modelo na região.
A partir do
cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato
Branco, os voluntários socorristas do Samu 192 e as crianças do Conselho Mirim
do Samuzinho vão visitar as 26 escolas municipais, palestrando para todos os
alunos do 5º ano das escolas públicas.
A ideia é
agir em três frentes: como fazer uma massagem cardíaca (ensinada na prática com
o boneco de reanimação), como pedir ajuda e como agir diante do engasgo. Além disso, o combate ao trote.
Os
conselheiros mirins vão se apresentar uniformizados com a réplica do macacão
dos trabalhadores do Samu e a partir dessas visitas nas escolas, mais crianças
podem passar a fazer parte do Conselho Mirim do Samuzinho.
Caberá ao
Núcleo Mirim fazer pesquisas sobre o funcionamento do Samuzinho em outras
macrorregionais do país e serem disseminadores sobre salvamento e boa
informação.
Sementes de futuro
Para a
coordenadora do Ciruspar, Kelly, também mãe da conselheira Amanda, esta fase de
engajamento é fundamental. “A semente do Samuzinho germinada a partir dessas
crianças deve gerar um jardim com inúmeras flores que vão salvar muitas vidas.
É um projeto que só tende a crescer no futuro e agradecemos a todos os pais que
estão conosco nesse ideal”. A mãe do conselheiro Gabriel, Silvana Bugança
Zamaria, acrescentou “nós é que só temos a agradecer, isso vai ser de muita
importância para os nossos filhos. A Clessi Bruneto (mãe do Thomas Bruneto) e
eu participamos da diretoria do Grupo de Escoteiros Primavera, no qual o
Gabriel e o Thomás são escoteiros. Se vocês precisarem alguma coisa no sentido
de panfletagem ou outras que o grupo possa ajudar é só nos comunicar”, apoiou.
Daiana Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria de Comunicação
Samu 192 Sudoeste do Paraná
(46) 3225 2731
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ao todo, 69% dos samuzeiros são da área de enfermagem
![]() |
| Um auxiliando o outro: no Samu 192, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores socorristas e médicos trabalham todos juntos |
Dos 305
colaboradores, Samu 192 conta com 212 profissionais entre enfermeiros, técnicos
em enfermagem e condutores socorristas
Enfermeiros e
enfermeiras são aqueles que estão sempre prontos e próximos para ajudar. Pela
técnica e predisposição ao outro, os auxiliares, técnicos e enfermeiros são
sempre os primeiros a chegar até as vítimas e pacientes. Neste final de semana,
12 de maio, passou o marco de se comemorar mundialmente o Dia do Enfermeiro, em
referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e
que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro,
entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data
instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da
Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a
primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
O Samu 192
Sudoeste tem 24 enfermeiros, 72 técnicos em enfermagem socorristas e mais 20
técnicos auxiliares de regulação médica (Tarms) que atendem aos chamados feitos
pelo 192. Somando-se a eles os 96 condutores socorristas, chegam a 212
profissionais na área, o que significa 69% do total de 305 colabores do
Ciruspar – Samu.
ENQUETE
Confira
depoimentos de profissionais da área
“Sou
formado há sete anos e participo desde o princípio do Samu, ainda quando não
tinha as bases, médicos e depois começaram a fazer plantão e treinamentos. Hoje
é uma conquista para todo mundo, em especial para quem viu o início e o
trabalho concretizado agora, desde os primeiros atendimentos. A melhor coisa
que podemos ressaltar é a satisfação em podermos atender. O mais importante é
saber avaliar e fazer daquele agravo ou situação, fazer o máximo para o
paciente. Isso se consegue pela sistematização e humanização do atendimento. É
diferente atender um paciente dentro do hospital e outro na rua, como um
acidentado e caso clínico. Pegar a vítima na hora que aconteceu o acidente ou
que ela desmaiou é diferente do que receber direto no hospital. A humanização,
por mais que a cena seja muito mais forte no acidente do que quando chegou para
você.
Maico
Trevisol, enfermeiro coordenador da Base de Francisco Beltrão
“Há dois anos,
sou enfermeira. Trabalhei em pronto atendimento em Francisco Beltrão antes de
entrar para a equipe do Samu 192 Sudoeste. Para m0im está sendo uma
superconquista, uma vez que já pretendia trabalhar na área de urgência e
emergência. A cada dia que se passa me sinto mais realizada, pois trabalho numa
área que me identifico e almejei durante a graduação. Além da conquista pessoal
o trabalho tem sido muito gratificante, a equipe é legal e compreensiva e tem
dado tudo certo. O trabalho é diferencial, porque não tem uma sistematização.
No pronto atendimento tem o local correto, os pacientes chegam e tem tudo
certinho para fazer, você quase não lida com situações diferentes. Aqui no Samu
não temos como nos programar, situações imprevistas, alterações no quadro
clínico do paciente a todo momento, deve-se haver uma percepção diferente. Não
há como adivinhar a cena e esperar a coisa certa a acontecer. Esse desafio é o
que motiva, as situações inesperadas”.
Mariana da
Rosa, enfermeira da Base Descentralizada de Realeza
“Eu já trabalhava
nessa área aqui em Realeza. Trabalhei por três anos com a ambulância no
transporte de pacientes e dois anos na Defesa Civil de Realeza fazendo
atendimentos. Tem um tempinho de experiência na pratica. Antes de entrar no
Samu já era formado socorrista de emergência, onde é lei fazer as 268
horas/aula de estudos e treinamento, incluindo estágios. Fiz Estágio na Rodovia
das Cataratas de Cascavel. É muito bom trabalhar no Samu. As pessoas são muito boas
de convivência, é show de bola mesmo. Faço meu plantão, no máximo cubro alguém
e vou para casa descansar. Tenho tempo para minha família e pessoas do meu
convívio. A nossa responsabilidade se restringe ao que o médico regulador peça
que a gente faça. A gente sabe e pode fazer, desde que o médico fale. Não temos
autorização exata para fazer determinados procedimentos invasivos. Mesmo pra
gente que tem experiências você encara de outra forma. Sem receio de que algo
de errado aconteça, mas da forma mais pratica possível, sem deixar a emoção
tomar conta da situação. Tem que aprender a corrigir com o tempo e é o que a
gente tem feito. A minha companheira e os médicos no geral tem sido muito úteis
pra gente. Eu não tinha trabalhado com médicos, o que na Defesa Civil era
esporádico. É uma experiência bem interessante e gratificante para o nosso
trabalho”.
Elton Costa
de Linhares, 32, condutor socorrista da Base Descentralizada de Realeza
Nos grandes
centros as dificuldades de trabalho são as mesmas
Profissional da
área de enfermagem desde 2001, primeiro como técnico e depois como enfermeiro
formado, o coordenador de enfermagem do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gerson
Luiz Leonarski tem a trajetória de grandes centros, uma vez que nasceu em
Sulina, morou em São Paulo e agora voltou ao Sudoeste, onde diariamente salva
muitas vidas.
“Nesta minha
andança atuei em vários locais, várias cidades e em dois Estados, levando em
consideração o grande numero de população como São Paulo, a gente nota que as
dificuldades - de atendimentos às vítimas e a questão até mesmo
intra-hospitalar - são as mesmas. Aquilo que referimos com as faltas de
condições de o profissional realizar um atendimento. Tanto lá quanto aqui, se
trabalha sobrecarregado, principalmente dentro dos hospitais. Do profissional é
exigido mais que deveria, semiintensiva e intensivamente. Deveria ser limitado
a um numero X de pacientes, com capacitação e estímulo a esses profissionais
que atuam nessas áreas. Um dos pontos fundamentais é a questão salarial, que no
Sudoeste, para a área, é muito baixa. O enfermeiro estuda hoje cinco anos para
ganhar mil reais por mês. Como ter um profissional motivado em cima dessa
questão? A outra é a condição física e estrutural para o profissional
trabalhar. Soma excesso de pacientes a local insalubre e salário baixo.
No Samu 192 falo
que é diferente. O profissional que está inserido no pré-hospitalar tem que
gostar e entender a diferença do intra e do pré-hospitalar. Aqui ele tem que
fazer a diferença e tomar atitude. Essa diferença primordial é a atitude. O
enfermeiro, o técnico, o condutor, chegam diante das situações e tomam atitudes
em cima do conhecimento científico. Soma-se a isso o clima, tempo, chuva, sol.
É uma área onde você ou ama, ou odeia. Resume-se nessas duas frases. Vai se
dedicar mais, trabalhar em equipe ou pede para sair. O bom de tudo é que as
pessoas têm que ser humildes, tanto o médico quando o enfermeiro. Somos uma
equipe e todos vão somar para um todo que é o paciente, a vítima.
Também
conseguimos fazer a diferença na humanização, que tanto se preza nos hospitais.
Aqui, por mais que nos deparemos com tragédias, o bom senso e a humanização são
feitos desde os gestos simples, com a básica apresentação individual, que é
algo onde se ganha o paciente. Na emergência, explicar procedimentos é algo
extremamente significativo. Talvez em outras ocasiões ele jamais teve isso. É
preciso deixar o paciente ciente, pois com certeza se ele souber o que vai ser
feito coopera mais, se acalma, diminui o processo adrenérgico e faz assim, faz
uma melhor troca gasosa e todo o sistema fisiológico dele melhora, simplesmente
por estar calmo durante o atendimento. O leigo vê o sangue em determinado
membro e pensa: vou morrer. Tem peso essa roupa de nosso uniforme e você como
profissional se apresenta e demonstra segurança, o que é tudo.
Por tudo isso,
faço um agradecimento geral pelo extremo empenho dos profissionais do Ciruspar
que tanto se empenharam para colocar em funcionamento o Samu e aos meus colegas
profissionais de enfermagem, agradecemos pela dedicação nos salvamentos nas
ambulâncias e na Central de Regulação. Quem ama e sabe que tem o dom para o
pré-hospitalar está hoje muito satisfeito.
Gerson Luiz
Leonarski, enfermeiro coordenador do Samu 192 Sudoeste
Funções do médico intervencionista e regulador do Samu 192
![]() |
| O médico regulador atende a todas as emergências informadas ao 192, logo em seguida do TARM, que identifica o solicitante |
O médico intervencionista/regulador é a autoridade sanitária do
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que decide todas as
condutas de atendimento:
- Deve
exercer a regulação médica pré-hospitalar e inter hospitalar.
- Conhecer a
rede de serviços da região.
- Manter uma
visão global e permanentemente atualizada dos meios disponíveis para o
atendimento pré-hospitalar e das portas de urgência, checando periodicamente
sua capacidade operacional.
- Recepção
dos chamados de auxílio, análise da demanda, classificação em prioridades de
atendimento, seleção de meios para atendimento (melhor resposta),
acompanhamento do atendimento local, determinação do local de destino do paciente,
orientação telefônica.
- Manter
contato diário com os serviços médicos de emergência integrados ao sistema.
- Prestar
assistência direta aos pacientes nas ambulâncias, quando indicado, realizando
os atos médicos possíveis e necessários ao nível pré-hospitalar nas unidades
fixas ou móveis da área de abrangência do serviço, exercer o controle operacional
da equipe assistencial.
- Fazer
controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão;
- Avaliar o
desempenho da equipe e subsidiar os responsáveis pelo programa de educação
continuada do serviço.
- Obedecer
às normas técnicas vigentes no serviço.
- Preencher
os documentos inerentes à atividade do médico regulador e de assistência
pré-hospitalar.
- Garantir a
continuidade da atenção médica ao paciente grave, até a sua recepção por outro
médico nos serviços de urgência; obedecer ao Código de Ética Médica.
- Participar
obrigatoriamente dos cursos de treinamento e aperfeiçoamento (re-certificação
periódica).
Venha ser médico do Samu
O processo seletivo está aberto pelo Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar) para contratar médicos que possam atuar no Samu, sendo dez vagas para Pato Branco, quatro para Chopinzinho e uma para Realeza. A contratação é para plantão de 12 horas, com salário de R$ 4.265,20.
As inscrições deverão ser feitas na sede do Ciruspar, localizada na Rua Assis Brasil, 622, Bairro Vila Isabel, em Pato Branco, até as 17h30 do dia 24/05/2013, ou através do envio de e-mail com a documentação exigida digitalizada, para o seguinte endereço eletrônico: fernanda.ciruspar.adm@hotmail.com, até as 23h59 do dia 24 de maio. O resultado será divulgado no jornal Diário do Sudoeste, no dia 28.
Daiana
Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria
de Comunicação
Samu 192
Sudoeste do Paraná
(46) 3225
2731
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Realeza: samuzeiros buscam mais qualificação
Seis profissionais da Base Descentralizada de
Realeza estarão indo a cursos durante este e o próximo mês para aperfeiçoamento
em Porto Alegre – RS. São os cursos de Atendimento ao Traumatizado no
Pré-hospitalar (PHTLS) e Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS),
oferecidos pelo Centro de Ensino e Treinamento em Saúde (CETS).
Os profissionais que farão os cursos e as
respectivas datas são:
- A médica Lizza Tatiana Cardozo Ceretta e a
enfermeira Silvana Marques fazem o: Curso de Atendimento ao Traumatizado no
Pré-hospitalar (PHTLS), nos dias 25 e 26 de maio;
- Médico Vlademir Zuliani - Ginecologista e
Obstetra - irá fazer o curso de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS),
nos dias 1º e 2 de Junho.
- As enfermeiras Cristiane Zuliani, Mariana
da Rosa e Enf. Charline Heiderich fazem também o curso de ACLS nos dias 1º e de
junho.
Parabéns
a todos que buscam a qualificação!
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Ao todo, 69% dos samuzeiros são da área de enfermagem
![]() |
| Um auxiliando o outro: no Samu 192, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores socorristas e médicos trabalham todos juntos |
Dos
305 colaboradores, Samu 192 conta com 212 profissionais entre enfermeiros,
técnicos em enfermagem e condutores socorristas
Enfermeiros e enfermeiras são aqueles que estão sempre prontos e próximos para ajudar. Pela técnica e predisposição ao outro, os auxiliares, técnicos e enfermeiros são sempre os primeiros a chegar até as vítimas e pacientes. Neste final de semana, 12 de maio, passou o marco de se comemorar mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
Enfermeiros e enfermeiras são aqueles que estão sempre prontos e próximos para ajudar. Pela técnica e predisposição ao outro, os auxiliares, técnicos e enfermeiros são sempre os primeiros a chegar até as vítimas e pacientes. Neste final de semana, 12 de maio, passou o marco de se comemorar mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
O Samu 192 Sudoeste tem 24
enfermeiros, 72 técnicos em enfermagem socorristas e mais 20 técnicos
auxiliares de regulação médica (Tarms) que atendem aos chamados feitos pelo 192.
Somando-se a eles os 96 condutores socorristas, chegam a 212 profissionais na
área, o que significa 69% do total de 305 colabores do Ciruspar – Samu.
ENQUETE
Confira depoimentos de
profissionais da área
“Sou formado há sete anos e participo desde o
princípio do Samu, ainda quando não tinha as bases, médicos e depois começaram
a fazer plantão e treinamentos. Hoje é uma conquista para todo mundo, em
especial para quem viu o início e o trabalho concretizado agora, desde os
primeiros atendimentos. A melhor coisa que podemos ressaltar é a satisfação em
podermos atender. O mais importante é saber avaliar e fazer daquele agravo ou
situação, fazer o máximo para o paciente. Isso se consegue pela sistematização
e humanização do atendimento. É diferente atender um paciente dentro do
hospital e outro na rua, como um acidentado e caso clínico. Pegar a vítima na
hora que aconteceu o acidente ou que ela desmaiou é diferente do que receber
direto no hospital. A humanização, por mais que a cena seja muito mais forte no
acidente do que quando chegou para você.
Maico Trevisol, enfermeiro
coordenador da Base de Francisco Beltrão
“Há dois anos, sou enfermeira.
Trabalhei em pronto atendimento em Francisco Beltrão antes de entrar para a
equipe do Samu 192 Sudoeste. Para m0im está sendo uma superconquista, uma vez
que já pretendia trabalhar na área de urgência e emergência. A cada dia que se
passa me sinto mais realizada, pois trabalho numa área que me identifico e
almejei durante a graduação. Além da conquista pessoal o trabalho tem sido
muito gratificante, a equipe é legal e compreensiva e tem dado tudo certo. O
trabalho é diferencial, porque não tem uma sistematização. No pronto
atendimento tem o local correto, os pacientes chegam e tem tudo certinho para
fazer, você quase não lida com situações diferentes. Aqui no Samu não temos
como nos programar, situações imprevistas, alterações no quadro clínico do
paciente a todo momento, deve-se haver uma percepção diferente. Não há como adivinhar
a cena e esperar a coisa certa a acontecer. Esse desafio é o que motiva, as
situações inesperadas”.
Mariana da Rosa, enfermeira da Base
Descentralizada de Realeza
“Eu já trabalhava nessa área aqui
em Realeza. Trabalhei por três anos com a ambulância no transporte de pacientes
e dois anos na Defesa Civil de Realeza fazendo atendimentos. Tem um tempinho de
experiência na pratica. Antes de entrar no Samu já era formado socorrista de
emergência, onde é lei fazer as 268 horas/aula de estudos e treinamento,
incluindo estágios. Fiz Estágio na Rodovia das Cataratas de Cascavel. É muito
bom trabalhar no Samu. As pessoas são muito boas de convivência, é show de bola
mesmo. Faço meu plantão, no máximo cubro alguém e vou para casa descansar. Tenho
tempo para minha família e pessoas do meu convívio. A nossa responsabilidade se
restringe ao que o médico regulador peça que a gente faça. A gente sabe e pode
fazer, desde que o médico fale. Não temos autorização exata para fazer
determinados procedimentos invasivos. Mesmo pra gente que tem experiências você
encara de outra forma. Sem receio de que algo de errado aconteça, mas da forma
mais pratica possível, sem deixar a emoção tomar conta da situação. Tem que
aprender a corrigir com o tempo e é o que a gente tem feito. A minha
companheira e os médicos no geral tem sido muito úteis pra gente. Eu não tinha
trabalhado com médicos, o que na Defesa Civil era esporádico. É uma experiência
bem interessante e gratificante para o nosso trabalho”.
Elton Costa de Linhares, 32, condutor
socorrista da Base Descentralizada de Realeza
Nos
grandes centros as dificuldades de trabalho são as mesmas
Profissional da área de
enfermagem desde 2001, primeiro como técnico e depois como enfermeiro formado,
o coordenador de enfermagem do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gerson Luiz
Leonarski tem a trajetória de grandes centros, uma vez que nasceu em Sulina,
morou em São Paulo e agora voltou ao Sudoeste, onde diariamente salva muitas
vidas.
“Nesta minha andança atuei em
vários locais, várias cidades e em dois Estados, levando em consideração o
grande numero de população como São Paulo, a gente nota que as dificuldades - de
atendimentos às vítimas e a questão até mesmo intra-hospitalar - são as mesmas.
Aquilo que referimos com as faltas de condições de o profissional realizar um
atendimento. Tanto lá quanto aqui, se trabalha sobrecarregado, principalmente
dentro dos hospitais. Do profissional é exigido mais que deveria, semiintensiva
e intensivamente. Deveria ser limitado a um numero X de pacientes, com capacitação
e estímulo a esses profissionais que atuam nessas áreas. Um dos pontos
fundamentais é a questão salarial, que no Sudoeste, para a área, é muito baixa.
O enfermeiro estuda hoje cinco anos para ganhar mil reais por mês. Como ter um
profissional motivado em cima dessa questão? A outra é a condição física e estrutural
para o profissional trabalhar. Soma excesso de pacientes a local insalubre e
salário baixo.
No Samu 192 falo que é diferente.
O profissional que está inserido no pré-hospitalar tem que gostar e entender a
diferença do intra e do pré-hospitalar. Aqui ele tem que fazer a diferença e
tomar atitude. Essa diferença primordial é a atitude. O enfermeiro, o técnico,
o condutor, chegam diante das situações e tomam atitudes em cima do
conhecimento científico. Soma-se a isso o clima, tempo, chuva, sol. É uma área
onde você ou ama, ou odeia. Resume-se nessas duas frases. Vai se dedicar mais,
trabalhar em equipe ou pede para sair. O bom de tudo é que as pessoas têm que
ser humildes, tanto o médico quando o enfermeiro. Somos uma equipe e todos vão
somar para um todo que é o paciente, a vítima.
Também conseguimos fazer a
diferença na humanização, que tanto se preza nos hospitais. Aqui, por mais que
nos deparemos com tragédias, o bom senso e a humanização são feitos desde os gestos
simples, com a básica apresentação individual, que é algo onde se ganha o
paciente. Na emergência, explicar procedimentos é algo extremamente
significativo. Talvez em outras ocasiões ele jamais teve isso. É preciso deixar
o paciente ciente, pois com certeza se ele souber o que vai ser feito coopera
mais, se acalma, diminui o processo adrenérgico e faz assim, faz uma melhor
troca gasosa e todo o sistema fisiológico dele melhora, simplesmente por estar
calmo durante o atendimento. O leigo vê o sangue em determinado membro e pensa:
vou morrer. Tem peso essa roupa de nosso uniforme e você como profissional se
apresenta e demonstra segurança, o que é tudo.
Por tudo isso, faço um agradecimento
geral pelo extremo empenho dos profissionais do Ciruspar que tanto se empenharam
para colocar em funcionamento o Samu e aos meus colegas profissionais de
enfermagem, agradecemos pela dedicação nos salvamentos nas ambulâncias e na
Central de Regulação. Quem ama e sabe que tem o dom para o pré-hospitalar está
hoje muito satisfeito.
Gerson Luiz Leonarski, enfermeiro
coordenador do Samu 192 Sudoeste
Daiana
Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria
de Comunicação
Samu 192
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