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domingo, 19 de maio de 2013

Samu 192 Sudoeste faz primeira transferência de longa distância



Neste domingo (19), foi realizada a primeira transferência de "longa" distância do SAMU 192 SUDOESTE DO PARANÁ. 
O transporte foi realizado pela ambulância UTI, Unidade de Suporte Avançado (USA) 01, conduzindo o paciente do Hospital Regional do Sudoeste (Francisco Beltrão) para o Hospital Cajuru em Curitiba. O paciente em estado considerado grave, com AVE Hemorrágico. 
O transporte foi interceptado em Três Pinheiros (Guarapuava) pela Unidade de Suporte Avançado de Vida (USAV) de Curitiba, que concluiu a transferência do paciente. A parceria foi realizada com sucesso. 
Samuzeiros de plantão: Médico Gilmar Alberto AbeggEnfermeira Ana Claudia Wichmann e Condutor Socorrista Silvio Paiano — com Silvio PaianoGilmar Alberto Abegg.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Samuzinho recebe apoio dos pais de alunos da Escola Integral



 
Reunião foi na manhã desta sexta-feira (17), no Auditório da Escola Integral. Foto: Daiana Pasquim
"A ideia é agir em três frentes: como fazer uma massagem cardíaca, como pedir ajuda e como agir diante do engasgo. Além disso, o combate ao trote"

Os pais e responsáveis dos alunos dos 6º anos da Escola Integral que já haviam assinado a ficha de adesão autorizando seus filhos a participarem do Núcleo Mirim do Projeto Samuzinho, participaram de uma reunião na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da escola, com a coordenação pedagógica do Integral, a pedagoga Gisele Oltramari, e a coordenação do Samu 192 Sudoeste: a coordenadora do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar), Kelly Cristine Custódio dos Santos; a assessora de imprensa do Ciruspar – Samu 192, Daiana Pasquim; a recepcionista do Ciruspar – Samu 192, Analine Venâncio Toldo; e o coordenador médico do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gilmar Alberto Abegg.
Além da Escola Integral, já são parceiros do projeto Samuzinho o Rotary Club Pato Branco Amizade e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco.

Conselho Mirim do Samuzinho
Ao todo, 14 crianças já confirmaram que farão parte do Conselho Mirim do Samuzinho. Elas vão atuar de forma a assegurar o foco do projeto nos interesses e dúvidas infantis e fazer a linha de frente do programa. O Samu 192 vai capacitar um grupo de alunos de uma escola particular de Pato Branco, a Escola Integral. Antes mesmo do início do atendimento do Samu 192 Sudoeste, o enfermeiro-coordenador do Samu 192, Gerson Luiz Leonarski e equipe estiveram na escola com palestras, sobre primeiros socorros. A partir desse núcleo, mais crianças das escolas municipais podem se agregar ao conselho que tomará as ações das linhas de frente. Exemplos onde o Samu 192 já está implantado no Brasil dão resultados bem sucedidos engajando as escolas particulares com públicas. Agora o Samu 192 Sudoeste replica o mesmo modelo na região.
A partir do cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco, os voluntários socorristas do Samu 192 e as crianças do Conselho Mirim do Samuzinho vão visitar as 26 escolas municipais, palestrando para todos os alunos do 5º ano das escolas públicas.
A ideia é agir em três frentes: como fazer uma massagem cardíaca (ensinada na prática com o boneco de reanimação), como pedir ajuda e como agir diante do engasgo. Além disso, o combate ao trote.
Os conselheiros mirins vão se apresentar uniformizados com a réplica do macacão dos trabalhadores do Samu e a partir dessas visitas nas escolas, mais crianças podem passar a fazer parte do Conselho Mirim do Samuzinho.
Caberá ao Núcleo Mirim fazer pesquisas sobre o funcionamento do Samuzinho em outras macrorregionais do país e serem disseminadores sobre salvamento e boa informação.

Sementes de futuro
Para a coordenadora do Ciruspar, Kelly, também mãe da conselheira Amanda, esta fase de engajamento é fundamental. “A semente do Samuzinho germinada a partir dessas crianças deve gerar um jardim com inúmeras flores que vão salvar muitas vidas. É um projeto que só tende a crescer no futuro e agradecemos a todos os pais que estão conosco nesse ideal”. A mãe do conselheiro Gabriel, Silvana Bugança Zamaria, acrescentou “nós é que só temos a agradecer, isso vai ser de muita importância para os nossos filhos. A Clessi Bruneto (mãe do Thomas Bruneto) e eu participamos da diretoria do Grupo de Escoteiros Primavera, no qual o Gabriel e o Thomás são escoteiros. Se vocês precisarem alguma coisa no sentido de panfletagem ou outras que o grupo possa ajudar é só nos comunicar”, apoiou.

Daiana Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria de Comunicação
Samu 192 Sudoeste do Paraná
(46) 3225 2731

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ao todo, 69% dos samuzeiros são da área de enfermagem

Um auxiliando o outro: no Samu 192, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores socorristas e médicos trabalham todos juntos


Dos 305 colaboradores, Samu 192 conta com 212 profissionais entre enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores socorristas
Enfermeiros e enfermeiras são aqueles que estão sempre prontos e próximos para ajudar. Pela técnica e predisposição ao outro, os auxiliares, técnicos e enfermeiros são sempre os primeiros a chegar até as vítimas e pacientes. Neste final de semana, 12 de maio, passou o marco de se comemorar mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
O Samu 192 Sudoeste tem 24 enfermeiros, 72 técnicos em enfermagem socorristas e mais 20 técnicos auxiliares de regulação médica (Tarms) que atendem aos chamados feitos pelo 192. Somando-se a eles os 96 condutores socorristas, chegam a 212 profissionais na área, o que significa 69% do total de 305 colabores do Ciruspar – Samu.
ENQUETE
Confira depoimentos de profissionais da área
 “Sou formado há sete anos e participo desde o princípio do Samu, ainda quando não tinha as bases, médicos e depois começaram a fazer plantão e treinamentos. Hoje é uma conquista para todo mundo, em especial para quem viu o início e o trabalho concretizado agora, desde os primeiros atendimentos. A melhor coisa que podemos ressaltar é a satisfação em podermos atender. O mais importante é saber avaliar e fazer daquele agravo ou situação, fazer o máximo para o paciente. Isso se consegue pela sistematização e humanização do atendimento. É diferente atender um paciente dentro do hospital e outro na rua, como um acidentado e caso clínico. Pegar a vítima na hora que aconteceu o acidente ou que ela desmaiou é diferente do que receber direto no hospital. A humanização, por mais que a cena seja muito mais forte no acidente do que quando chegou para você.
Maico Trevisol, enfermeiro coordenador da Base de Francisco Beltrão

“Há dois anos, sou enfermeira. Trabalhei em pronto atendimento em Francisco Beltrão antes de entrar para a equipe do Samu 192 Sudoeste. Para m0im está sendo uma superconquista, uma vez que já pretendia trabalhar na área de urgência e emergência. A cada dia que se passa me sinto mais realizada, pois trabalho numa área que me identifico e almejei durante a graduação. Além da conquista pessoal o trabalho tem sido muito gratificante, a equipe é legal e compreensiva e tem dado tudo certo. O trabalho é diferencial, porque não tem uma sistematização. No pronto atendimento tem o local correto, os pacientes chegam e tem tudo certinho para fazer, você quase não lida com situações diferentes. Aqui no Samu não temos como nos programar, situações imprevistas, alterações no quadro clínico do paciente a todo momento, deve-se haver uma percepção diferente. Não há como adivinhar a cena e esperar a coisa certa a acontecer. Esse desafio é o que motiva, as situações inesperadas”.
Mariana da Rosa, enfermeira da Base Descentralizada de Realeza

“Eu já trabalhava nessa área aqui em Realeza. Trabalhei por três anos com a ambulância no transporte de pacientes e dois anos na Defesa Civil de Realeza fazendo atendimentos. Tem um tempinho de experiência na pratica. Antes de entrar no Samu já era formado socorrista de emergência, onde é lei fazer as 268 horas/aula de estudos e treinamento, incluindo estágios. Fiz Estágio na Rodovia das Cataratas de Cascavel. É muito bom trabalhar no Samu. As pessoas são muito boas de convivência, é show de bola mesmo. Faço meu plantão, no máximo cubro alguém e vou para casa descansar. Tenho tempo para minha família e pessoas do meu convívio. A nossa responsabilidade se restringe ao que o médico regulador peça que a gente faça. A gente sabe e pode fazer, desde que o médico fale. Não temos autorização exata para fazer determinados procedimentos invasivos. Mesmo pra gente que tem experiências você encara de outra forma. Sem receio de que algo de errado aconteça, mas da forma mais pratica possível, sem deixar a emoção tomar conta da situação. Tem que aprender a corrigir com o tempo e é o que a gente tem feito. A minha companheira e os médicos no geral tem sido muito úteis pra gente. Eu não tinha trabalhado com médicos, o que na Defesa Civil era esporádico. É uma experiência bem interessante e gratificante para o nosso trabalho”.
Elton Costa de Linhares, 32, condutor socorrista da Base Descentralizada de Realeza

Nos grandes centros as dificuldades de trabalho são as mesmas
Profissional da área de enfermagem desde 2001, primeiro como técnico e depois como enfermeiro formado, o coordenador de enfermagem do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gerson Luiz Leonarski tem a trajetória de grandes centros, uma vez que nasceu em Sulina, morou em São Paulo e agora voltou ao Sudoeste, onde diariamente salva muitas vidas.
“Nesta minha andança atuei em vários locais, várias cidades e em dois Estados, levando em consideração o grande numero de população como São Paulo, a gente nota que as dificuldades - de atendimentos às vítimas e a questão até mesmo intra-hospitalar - são as mesmas. Aquilo que referimos com as faltas de condições de o profissional realizar um atendimento. Tanto lá quanto aqui, se trabalha sobrecarregado, principalmente dentro dos hospitais. Do profissional é exigido mais que deveria, semiintensiva e intensivamente. Deveria ser limitado a um numero X de pacientes, com capacitação e estímulo a esses profissionais que atuam nessas áreas. Um dos pontos fundamentais é a questão salarial, que no Sudoeste, para a área, é muito baixa. O enfermeiro estuda hoje cinco anos para ganhar mil reais por mês. Como ter um profissional motivado em cima dessa questão? A outra é a condição física e estrutural para o profissional trabalhar. Soma excesso de pacientes a local insalubre e salário baixo.
No Samu 192 falo que é diferente. O profissional que está inserido no pré-hospitalar tem que gostar e entender a diferença do intra e do pré-hospitalar. Aqui ele tem que fazer a diferença e tomar atitude. Essa diferença primordial é a atitude. O enfermeiro, o técnico, o condutor, chegam diante das situações e tomam atitudes em cima do conhecimento científico. Soma-se a isso o clima, tempo, chuva, sol. É uma área onde você ou ama, ou odeia. Resume-se nessas duas frases. Vai se dedicar mais, trabalhar em equipe ou pede para sair. O bom de tudo é que as pessoas têm que ser humildes, tanto o médico quando o enfermeiro. Somos uma equipe e todos vão somar para um todo que é o paciente, a vítima.
Também conseguimos fazer a diferença na humanização, que tanto se preza nos hospitais. Aqui, por mais que nos deparemos com tragédias, o bom senso e a humanização são feitos desde os gestos simples, com a básica apresentação individual, que é algo onde se ganha o paciente. Na emergência, explicar procedimentos é algo extremamente significativo. Talvez em outras ocasiões ele jamais teve isso. É preciso deixar o paciente ciente, pois com certeza se ele souber o que vai ser feito coopera mais, se acalma, diminui o processo adrenérgico e faz assim, faz uma melhor troca gasosa e todo o sistema fisiológico dele melhora, simplesmente por estar calmo durante o atendimento. O leigo vê o sangue em determinado membro e pensa: vou morrer. Tem peso essa roupa de nosso uniforme e você como profissional se apresenta e demonstra segurança, o que é tudo.
Por tudo isso, faço um agradecimento geral pelo extremo empenho dos profissionais do Ciruspar que tanto se empenharam para colocar em funcionamento o Samu e aos meus colegas profissionais de enfermagem, agradecemos pela dedicação nos salvamentos nas ambulâncias e na Central de Regulação. Quem ama e sabe que tem o dom para o pré-hospitalar está hoje muito satisfeito.
Gerson Luiz Leonarski, enfermeiro coordenador do Samu 192 Sudoeste

Funções do médico intervencionista e regulador do Samu 192



O médico regulador atende a todas as emergências informadas ao 192, logo em seguida do TARM, que identifica o solicitante

O médico intervencionista/regulador é a autoridade sanitária do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que decide todas as condutas de atendimento:
- Deve exercer a regulação médica pré-hospitalar e inter  hospitalar.
- Conhecer a rede de serviços da região.
- Manter uma visão global e permanentemente atualizada dos meios disponíveis para o atendimento pré-hospitalar e das portas de urgência, checando periodicamente sua capacidade operacional.
- Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda, classificação em prioridades de atendimento, seleção de meios para atendimento (melhor resposta), acompanhamento do atendimento local, determinação do local de destino do paciente, orientação telefônica.
- Manter contato diário com os serviços médicos de emergência integrados ao sistema.
- Prestar assistência direta aos pacientes nas ambulâncias, quando indicado, realizando os atos médicos possíveis e necessários ao nível pré-hospitalar nas unidades fixas ou móveis da área de abrangência do serviço, exercer o controle operacional da equipe assistencial.
- Fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão;
- Avaliar o desempenho da equipe e subsidiar os responsáveis pelo programa de educação continuada do serviço.
- Obedecer às normas técnicas vigentes no serviço.
- Preencher os documentos inerentes à atividade do médico regulador e de assistência pré-hospitalar.
- Garantir a continuidade da atenção médica ao paciente grave, até a sua recepção por outro médico nos serviços de urgência; obedecer ao Código de Ética Médica.
- Participar obrigatoriamente dos cursos de treinamento e aperfeiçoamento (re-certificação periódica).

Venha ser médico do Samu
O processo seletivo está aberto pelo Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar) para contratar médicos que possam atuar no Samu, sendo dez vagas para Pato Branco, quatro para Chopinzinho e uma para Realeza. A contratação é para plantão de 12 horas, com salário de R$ 4.265,20.
As inscrições deverão ser feitas na sede do Ciruspar, localizada na Rua Assis Brasil, 622, Bairro Vila Isabel, em Pato Branco, até as 17h30 do dia 24/05/2013, ou através do envio de e-mail com a documentação exigida digitalizada, para o seguinte endereço eletrônico: fernanda.ciruspar.adm@hotmail.com, até as 23h59 do dia 24 de maio. O resultado será divulgado no jornal Diário do Sudoeste, no dia 28.

Daiana Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria de Comunicação
Samu 192 Sudoeste do Paraná
(46) 3225 2731

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Realeza: samuzeiros buscam mais qualificação


Seis profissionais da Base Descentralizada de Realeza estarão indo a cursos durante este e o próximo mês para aperfeiçoamento em Porto Alegre – RS. São os cursos de Atendimento ao Traumatizado no Pré-hospitalar (PHTLS) e Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), oferecidos pelo Centro de Ensino e Treinamento em Saúde (CETS).
Os profissionais que farão os cursos e as respectivas datas são:
- A médica Lizza Tatiana Cardozo Ceretta e a enfermeira Silvana Marques fazem o: Curso de Atendimento ao Traumatizado no Pré-hospitalar (PHTLS), nos dias 25 e 26 de maio;
- Médico Vlademir Zuliani - Ginecologista e Obstetra - irá fazer o curso de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), nos dias 1º e 2 de Junho.
- As enfermeiras Cristiane Zuliani, Mariana da Rosa e Enf. Charline Heiderich fazem também o curso de ACLS nos dias 1º e de junho.
 Parabéns a todos que buscam a qualificação!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ao todo, 69% dos samuzeiros são da área de enfermagem

Um auxiliando o outro: no Samu 192, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores socorristas e médicos trabalham todos juntos


Dos 305 colaboradores, Samu 192 conta com 212 profissionais entre enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores socorristas

Enfermeiros e enfermeiras são aqueles que estão sempre prontos e próximos para ajudar. Pela técnica e predisposição ao outro, os auxiliares, técnicos e enfermeiros são sempre os primeiros a chegar até as vítimas e pacientes. Neste final de semana, 12 de maio, passou o marco de se comemorar mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
O Samu 192 Sudoeste tem 24 enfermeiros, 72 técnicos em enfermagem socorristas e mais 20 técnicos auxiliares de regulação médica (Tarms) que atendem aos chamados feitos pelo 192. Somando-se a eles os 96 condutores socorristas, chegam a 212 profissionais na área, o que significa 69% do total de 305 colabores do Ciruspar – Samu.

ENQUETE
Confira depoimentos de profissionais da área
 “Sou formado há sete anos e participo desde o princípio do Samu, ainda quando não tinha as bases, médicos e depois começaram a fazer plantão e treinamentos. Hoje é uma conquista para todo mundo, em especial para quem viu o início e o trabalho concretizado agora, desde os primeiros atendimentos. A melhor coisa que podemos ressaltar é a satisfação em podermos atender. O mais importante é saber avaliar e fazer daquele agravo ou situação, fazer o máximo para o paciente. Isso se consegue pela sistematização e humanização do atendimento. É diferente atender um paciente dentro do hospital e outro na rua, como um acidentado e caso clínico. Pegar a vítima na hora que aconteceu o acidente ou que ela desmaiou é diferente do que receber direto no hospital. A humanização, por mais que a cena seja muito mais forte no acidente do que quando chegou para você.
Maico Trevisol, enfermeiro coordenador da Base de Francisco Beltrão

“Há dois anos, sou enfermeira. Trabalhei em pronto atendimento em Francisco Beltrão antes de entrar para a equipe do Samu 192 Sudoeste. Para m0im está sendo uma superconquista, uma vez que já pretendia trabalhar na área de urgência e emergência. A cada dia que se passa me sinto mais realizada, pois trabalho numa área que me identifico e almejei durante a graduação. Além da conquista pessoal o trabalho tem sido muito gratificante, a equipe é legal e compreensiva e tem dado tudo certo. O trabalho é diferencial, porque não tem uma sistematização. No pronto atendimento tem o local correto, os pacientes chegam e tem tudo certinho para fazer, você quase não lida com situações diferentes. Aqui no Samu não temos como nos programar, situações imprevistas, alterações no quadro clínico do paciente a todo momento, deve-se haver uma percepção diferente. Não há como adivinhar a cena e esperar a coisa certa a acontecer. Esse desafio é o que motiva, as situações inesperadas”.
Mariana da Rosa, enfermeira da Base Descentralizada de Realeza

“Eu já trabalhava nessa área aqui em Realeza. Trabalhei por três anos com a ambulância no transporte de pacientes e dois anos na Defesa Civil de Realeza fazendo atendimentos. Tem um tempinho de experiência na pratica. Antes de entrar no Samu já era formado socorrista de emergência, onde é lei fazer as 268 horas/aula de estudos e treinamento, incluindo estágios. Fiz Estágio na Rodovia das Cataratas de Cascavel. É muito bom trabalhar no Samu. As pessoas são muito boas de convivência, é show de bola mesmo. Faço meu plantão, no máximo cubro alguém e vou para casa descansar. Tenho tempo para minha família e pessoas do meu convívio. A nossa responsabilidade se restringe ao que o médico regulador peça que a gente faça. A gente sabe e pode fazer, desde que o médico fale. Não temos autorização exata para fazer determinados procedimentos invasivos. Mesmo pra gente que tem experiências você encara de outra forma. Sem receio de que algo de errado aconteça, mas da forma mais pratica possível, sem deixar a emoção tomar conta da situação. Tem que aprender a corrigir com o tempo e é o que a gente tem feito. A minha companheira e os médicos no geral tem sido muito úteis pra gente. Eu não tinha trabalhado com médicos, o que na Defesa Civil era esporádico. É uma experiência bem interessante e gratificante para o nosso trabalho”.
Elton Costa de Linhares, 32, condutor socorrista da Base Descentralizada de Realeza


Nos grandes centros as dificuldades de trabalho são as mesmas
Profissional da área de enfermagem desde 2001, primeiro como técnico e depois como enfermeiro formado, o coordenador de enfermagem do Samu 192 Sudoeste do Paraná, Gerson Luiz Leonarski tem a trajetória de grandes centros, uma vez que nasceu em Sulina, morou em São Paulo e agora voltou ao Sudoeste, onde diariamente salva muitas vidas.
“Nesta minha andança atuei em vários locais, várias cidades e em dois Estados, levando em consideração o grande numero de população como São Paulo, a gente nota que as dificuldades - de atendimentos às vítimas e a questão até mesmo intra-hospitalar - são as mesmas. Aquilo que referimos com as faltas de condições de o profissional realizar um atendimento. Tanto lá quanto aqui, se trabalha sobrecarregado, principalmente dentro dos hospitais. Do profissional é exigido mais que deveria, semiintensiva e intensivamente. Deveria ser limitado a um numero X de pacientes, com capacitação e estímulo a esses profissionais que atuam nessas áreas. Um dos pontos fundamentais é a questão salarial, que no Sudoeste, para a área, é muito baixa. O enfermeiro estuda hoje cinco anos para ganhar mil reais por mês. Como ter um profissional motivado em cima dessa questão? A outra é a condição física e estrutural para o profissional trabalhar. Soma excesso de pacientes a local insalubre e salário baixo.
No Samu 192 falo que é diferente. O profissional que está inserido no pré-hospitalar tem que gostar e entender a diferença do intra e do pré-hospitalar. Aqui ele tem que fazer a diferença e tomar atitude. Essa diferença primordial é a atitude. O enfermeiro, o técnico, o condutor, chegam diante das situações e tomam atitudes em cima do conhecimento científico. Soma-se a isso o clima, tempo, chuva, sol. É uma área onde você ou ama, ou odeia. Resume-se nessas duas frases. Vai se dedicar mais, trabalhar em equipe ou pede para sair. O bom de tudo é que as pessoas têm que ser humildes, tanto o médico quando o enfermeiro. Somos uma equipe e todos vão somar para um todo que é o paciente, a vítima.
Também conseguimos fazer a diferença na humanização, que tanto se preza nos hospitais. Aqui, por mais que nos deparemos com tragédias, o bom senso e a humanização são feitos desde os gestos simples, com a básica apresentação individual, que é algo onde se ganha o paciente. Na emergência, explicar procedimentos é algo extremamente significativo. Talvez em outras ocasiões ele jamais teve isso. É preciso deixar o paciente ciente, pois com certeza se ele souber o que vai ser feito coopera mais, se acalma, diminui o processo adrenérgico e faz assim, faz uma melhor troca gasosa e todo o sistema fisiológico dele melhora, simplesmente por estar calmo durante o atendimento. O leigo vê o sangue em determinado membro e pensa: vou morrer. Tem peso essa roupa de nosso uniforme e você como profissional se apresenta e demonstra segurança, o que é tudo.
Por tudo isso, faço um agradecimento geral pelo extremo empenho dos profissionais do Ciruspar que tanto se empenharam para colocar em funcionamento o Samu e aos meus colegas profissionais de enfermagem, agradecemos pela dedicação nos salvamentos nas ambulâncias e na Central de Regulação. Quem ama e sabe que tem o dom para o pré-hospitalar está hoje muito satisfeito.
Gerson Luiz Leonarski, enfermeiro coordenador do Samu 192 Sudoeste

Daiana Pasquim – DRT/PR 5613
Assessoria de Comunicação
Samu 192 Sudoeste do Paraná
(46) 3225 2731